Veja 9 distúrbios do sono e seus impactos na saúde!
Os distúrbios do sono afetam milhões de pessoas e influenciam diretamente o equilíbrio físico, mental e emocional. Alterações no descanso noturno comprometem a qualidade de vida e reduzem a capacidade do organismo de se recuperar adequadamente.
Quando o sono não cumpre sua função reparadora, o corpo passa a apresentar sinais de alerta que vão além do cansaço diário. Por isso, compreender os principais quadros relacionados ao sono é fundamental para preservar a saúde. Acompanhe!
Confira 9 distúrbios do sono e seus impactos na saúde
1. Insônia crônica
A insônia crônica é um dos distúrbios do sono mais comuns e caracteriza-se pela dificuldade persistente para iniciar ou manter o sono. Esse quadro tende a se prolongar por semanas ou meses, afetando a rotina diária.
A privação constante de descanso adequado interfere na memória, na concentração e no humor, aumentando níveis de irritabilidade e estresse. Com o tempo, o organismo passa a operar em estado de alerta contínuo.
Em casos de distúrbios do sono persistentes, o plano terapêutico pode envolver medicamentos que requerem RECEITA C2, sempre com orientação especializada. Essa abordagem costuma ser associada a mudanças comportamentais e acompanhamento clínico.
Quando não tratada, a insônia crônica pode contribuir para o surgimento de problemas cardiovasculares, metabólicos e emocionais. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para minimizar seus impactos.
2. Apneia obstrutiva do sono
A apneia obstrutiva é um dos distúrbios do sono caracterizados por interrupções repetidas da respiração durante a noite. Essas pausas reduzem a oxigenação do organismo e fragmentam o sono de forma significativa.
Como consequência, a pessoa acorda diversas vezes sem perceber, comprometendo as fases profundas do descanso. Isso gera sonolência excessiva durante o dia e sensação constante de fadiga.
Esse quadro está associado ao aumento do risco de hipertensão, arritmias cardíacas e acidentes vasculares cerebrais. A falta de oxigênio noturno exerce grande pressão sobre o sistema cardiovascular.
O tratamento adequado melhora a qualidade do sono e reduz riscos à saúde, sendo fundamental para restaurar o equilíbrio físico e funcional do organismo.
3. Síndrome das pernas inquietas
A síndrome das pernas inquietas integra o grupo de distúrbios do sono que causam desconforto intenso durante o repouso. A necessidade involuntária de movimentar as pernas dificulta o relaxamento noturno.
Esse incômodo costuma surgir ao deitar ou em períodos prolongados de inatividade, atrasando o início do sono. O resultado é um descanso superficial e fragmentado.
Com a repetição dos sintomas, o indivíduo passa a desenvolver ansiedade em relação ao horário de dormir. Esse fator agrava ainda mais o quadro e compromete o ciclo natural do sono.
O acompanhamento médico é importante para identificar causas associadas e definir estratégias que melhorem a qualidade do descanso e da rotina diária.
4. Narcolepsia
A narcolepsia é um dos distúrbios do sono de origem neurológica e se manifesta por sonolência extrema durante o dia. Episódios súbitos de sono podem ocorrer mesmo em situações ativas.
Além do sono incontrolável, podem surgir perdas repentinas de tônus muscular, conhecidas como cataplexia. Esses eventos interferem na segurança e na autonomia da pessoa.
A imprevisibilidade dos sintomas afeta o desempenho profissional, social e acadêmico. Muitas vezes, o indivíduo passa a evitar atividades por medo das crises.
O tratamento adequado permite maior controle dos sintomas e melhora significativa da qualidade de vida, reduzindo impactos funcionais ao longo do dia.
5. Bruxismo do sono
O bruxismo é um dos distúrbios do sono caracterizado pelo apertar ou ranger dos dentes durante a noite. Esse comportamento involuntário costuma ocorrer nas fases mais superficiais do sono.
Com o tempo, o esforço muscular repetitivo provoca dores faciais, cefaleias frequentes e desgaste da arcada dentária. Muitas pessoas só percebem o problema após danos significativos.
O bruxismo também interfere na continuidade do sono, gerando microdespertares que reduzem a sensação de descanso ao acordar. Isso contribui para fadiga ao longo do dia.
O controle do problema envolve acompanhamento multidisciplinar, buscando aliviar sintomas e preservar tanto a saúde bucal quanto a qualidade do sono.
6. Parassonias
As parassonias fazem parte dos distúrbios do sono que envolvem comportamentos anormais durante o descanso. Exemplos incluem sonambulismo, terrores noturnos e falar dormindo.
Esses episódios geralmente ocorrem nas fases profundas do sono e podem representar riscos físicos, especialmente quando há movimentação intensa. O indivíduo, em geral, não se recorda do ocorrido.
Além do risco de acidentes, as parassonias comprometem a arquitetura do sono e geram preocupação em familiares e cuidadores. O ambiente precisa ser adaptado para segurança.
A avaliação especializada é fundamental para identificar gatilhos e orientar estratégias de prevenção, reduzindo impactos emocionais e físicos.
7. Hipersonia
A hipersonia integra os distúrbios do sono marcados por sono excessivo, mesmo após períodos prolongados de descanso. A pessoa sente dificuldade em se manter alerta durante o dia.
Esse quadro afeta diretamente o desempenho profissional e social, além de aumentar o risco de acidentes. A sonolência constante compromete tarefas simples e decisões cotidianas.
Em muitos casos, a hipersonia está associada a outras condições clínicas ou alterações no ritmo biológico. Por isso, a investigação adequada é essencial.
Com acompanhamento correto, é possível identificar a causa e estabelecer estratégias que promovam maior equilíbrio entre vigília e descanso.
8. Distúrbio do ritmo circadiano
O distúrbio do ritmo circadiano é um dos distúrbios do sono relacionados à desorganização do relógio biológico. Ele ocorre quando o horário de dormir e acordar não está alinhado ao ciclo natural do corpo.
Trabalhos em turnos, viagens frequentes e exposição excessiva à luz artificial contribuem para esse desequilíbrio. O organismo passa a apresentar dificuldade para regular o sono.
Como consequência, surgem fadiga, alterações de humor e queda na produtividade. O corpo perde a referência temporal necessária para se recuperar adequadamente.
A reorganização da rotina e a orientação profissional ajudam a restabelecer padrões mais saudáveis de sono e vigília.
9. Distúrbio comportamental do sono REM
O distúrbio comportamental do sono REM é um dos distúrbios do sono em que a pessoa age fisicamente durante os sonhos. Movimentos bruscos e vocalizações são comuns nesse quadro.
Esse comportamento pode gerar lesões tanto no indivíduo quanto em quem dorme ao seu lado. A ausência do bloqueio muscular típico do sono REM explica esses episódios.
Além dos riscos físicos, o distúrbio está associado a alterações neurológicas que exigem atenção contínua. O acompanhamento clínico é indispensável.
O tratamento adequado contribui para maior segurança noturna e melhora significativa da qualidade do sono, reduzindo impactos à saúde global. Até a próxima!
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